A parceria entre MG Cmarco_e_alvaroontécnica, SENAC São Paulo e Sindicado do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo, o Sincovaga, resultou num encontro que reuniu empresários do setor varejista na sede da MG Contécnica nesta última quinta-feira (24), para discutir o programa de aprendizagem e a contratação de profissionais com deficiência.
Ambos os temas apresentados no encontro são objetos da lei e estão constantemente sendo fiscalizados. Daí a importância do empresário entender e a se adequar a essas obrigações legais.

O professor do SENAC, Fernando C. de Souza, palestrou sobre o programa de aprendizagem, suas aplicações e vantagens. Entre essas últimas, podemos citar a redução da alíquota paga do fundo de garantia, que para um empregado normal é de 8% e para um aprendiz é de apenas 2%.

Além disso, o salário desse jovem é o mínimo hora, salvo as funções que tenham convenção ou acordo coletivo de trabalho, e, sua carga horária é reduzida – ele pode trabalhar, no máximo, 36h, sendo que dessas 36h, 9h ele deve passar no programa de aprendizagem.

Para Souza, “o aprensincovagadiz é o jovem que está entrando, em sua maioria pela primeira vez, no mercado de trabalho, no mundo do trabalho”. Cabe a empresa ser uma empresa educadora, ou seja, enxergar no jovem aprendiz um potencial, não um estorvo ou uma mão-de-obra barata.

 
 
Para ser um aprendiz, o jovem deve ter entre 14 e 24 anos, estar cursando o ensino fundamental ou médio – ou se já concluído a escolaridade básica, ter a possibilidade de continuar estudando – ter carteira registrada como aprendiz e estar matriculado num programa de aprendizagem do sistema S (SENAC, SENAI, SENAR, SENAT, SESCOOP) ou em alguma entidade sem fins lucrativos que esteja registrada no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. O curso tem duração de 1 ano.

Uma das constatações feita pelas empresas presentes foi a dificuldade de encontrar e contratar jovens interessado em serem aprendizes dentro do ramo de supermercados. Embora o SENAC tenha um programa voltado especificamente para essa área, a quantidade de interessados é muito baixa.

SDC12795A MG Contécnica, sempre pensando a frente, propôs medidas para ajudar o empresariado a se prevenir de possíveis autuações devido a esse problema. Marco Gomes, diretor da MG, instruiu os varejistas presentes a colocar uma placa na porta de seus supermercados oferecendo essas vagas de aprendizes e registrarem essa oferta, para que, quando o fiscal cobrar, o empresário tenha subsídios para provar está, sim, preocupado em cumprir a lei.
Marco também se comprometeu a entrar em contato com políticos da região para viabilizar bancos de captação desses jovens. É dever do poder público ajudar no cumprimento da lei.

Logo em seguida, Maria de Fátima e Silva, pedagoga especializada na responsabilidade social e inclusão da pessoa com deficiência, falou sobre a importância e a dificuldade das empresas em cumprirem suas cotas na contratação desses funcionários e complementou as informações sobre o programa de aprendizagem.

SDC12797Com números representativos, Fátima discorreu sobre o porquê essas leis foram criadas. Segundo ela, a discriminação dos deficientes por parte das empresas contratantes é algo real. Com essa situação perde a sociedade, porque está deixando de produzir, perde a pessoa e perde o Estado, que tem que manter o deficiente as custas dos cofres públicos.
Hoje, Fátima trabalha numa ONG chamada Conexão que trabalha na captação e capacitação de jovens aprendizes e na recolocação de pessoas com deficiência no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em São Paulo. No final de sua apresentação, Marco convidou-a para realizar outras palestras sobre o tema para os clientes da MG e ela aceitou. Essas palestras devem ocorrer em meados de Outubro.
DICA MG – Visite o site do SENAC para conhecer melhor o programa de aprendizagem